Etiqueta com Ana Cláudia

Dicas bem-humoradas de boas maneiras e traquejo social nos ambientes profissional e pessoal.

Etiqueta com Ana Cláudia

Dicas bem-humoradas de boas maneiras e traquejo social nos ambientes profissional e pessoal.
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Terra Blog

22.09.08

Se o constrangimento é inevitável ...

... bom-humor é a melhor saída (JJ 21.09)

Você leva horas se produzindo para a festa do ano, coloca aquele vestido caríssimo, que a vendedora garantiu que era peça única, importada da França. Mal encontra sua mesa no salão e já avista a prima da sua cunhada, que nem bom gosto tem, com uma clonagem de sua roupa. Qual sua reação ? a) Ligar para seu advogado, pedindo para processar a loja, b) Esconder-se ad eternum na toilette, c) Descabelar-se e voltar para sua novela das oito d) Cumprimentar seu clone e dar boas risadas da coincidência. Okay, um ponto para quem tem sangue frio suficiente para responder e pôr em prática a letra “d”.

Avisar ou deixar quieto ? A braguilha do novo colega de trabalho está aberta. Vocês mal foram apresentados e logo de cara esta saia-justa ! Fingir de morta está longe de ser a solução para o problema. Comentar com sua amiga e disfarçar as risadinhas é deselegante e injusto. Avise-o discretamente e terá sua eterna gratidão.

Para a salsinha no dente, a linha de raciocínio é a mesma da braguilha aberta. Quem avisa, amigo é.

Já que a pauta hoje é o constrangimento, imagine-se no caixa de uma drogaria, dando de cara com um amigo de longa data. Nada de extraordinário até que você bate os olhos na mão dele (a esta altura trêmula), segurando uma caixa das “tais” pílulas azuis. Engula aquela risadinha sacana que acabou de se criar no lado sarcástico do seu coração. Se o cara, espontaneamente, resolver explicar que o medicamento é para um amigo do vizinho etc. e tal, fique na sua. Apenas ouça e mude o rumo da conversa, logo depois da primeira vírgula. Por outro lado, se um silêncio sepulcral se instalar, pague sua conta e tchau. Assunto morto e enterrado.

Divino o jantar na casa do seu novo chefe, não fosse pelo cabelo na sopa. Cara de horror nem pensar ! Autocontrole é tudo nestas horas. Aborte a idéia de comentar o incidente com seu vizinho de mesa. O que fazer então ? Seria extremamente indelicado com a anfitriã, avisá-la em público, a não ser que queira acabar com o jantar logo na entrada. Lembre-se que puxar o fio para a borda do prato pode abalar o apetite daqueles que te cercam. A solução simples e chique é parar sutilmente de comer e aguardar o próximo prato.

Quem nunca teve que enfrentar uma reunião interminável de barriga vazia ? Ela vai te incomodar sim. Vai criar vida própria. Vai querer participar nas decisões. Vai te ensinar que não há contorcionismo que iniba seus ruídos. Pior é que você sente que ela vai roncar, aí arrasta a cadeira, tosse, derruba o bloco de anotações ... Faz o impossível para abafar a manifestação impiedosa do seu relógio biológico. Em vão. A dica para evitar situações como esta é comer algo leve antes de se trancar numa sala. Um iogurte, um biscoito ou uma fruta podem acabar temporariamente com a sinfonia.

Outras tantas situações podem te deixar numa “sinuca de bico”, mas relaxar e rir de si mesmo vai encurtar o drama e atestar seu jogo de cintura e seu traquejo.

 

09.09.08

O corte da gravata

Corte de gravata em festa de casamento é um assunto sério. As regras de etiqueta são contra, assim como eu. Para mim, soa como um pedido de esmola. De gosto duvidoso, portanto.

Os comerciantes antenados já vendem pequenas gravatinhas, que substituem o pedaço de pano que cada “contribuinte” leva, ao desembolsar sua ajuda. Isto não ameniza a falta de etiqueta.

Apesar de parecer um momento de descontração, é uma situação constrangedora para os convidados, que já compraram o presente dos noivos e estão curtindo a festa descompromissadamente.

Sei que a tentação de faturar uma graninha extra é grande, mas tem que ser controlada, para que esta data tão importante seja chique do começo ao fim.

Isto vale também para o sapato da noiva.

01.09.08

Regras de Etiqueta para um Casamento Impecável

Este artigo é especial; ele foi publicado na REVISTA ESTILO NOIVA, que foi para as bancas ontem. Boa leitura !

Por maior que seja a antecedência que se marca um casamento, uma regra é válida em todos, invariavelmente: sempre há algo para ser fazer de última hora. Algo que escapou do check list, algo que, a princípio, pareceu dispensável, mas agora se tornou fundamental, aos olhos da noiva. Enfim, um item mínimo, que tem o poder máximo de tirar o sono da protagonista de branco e de todos que rodeiam esta aura de stress dos preparativos finais.

No entanto, os cuidados para que a festa seja memorável e impecável, devem ser tomados desde o dia em que os noivos resolvem agendar a data tão esperada (pelo menos pela noiva). E, para tanto, deve-se seguir algumas dicas de etiqueta.

Os convites devem ser entregues pessoalmente pelos noivos ou pelos pais dos noivos. E dá-lhe cafezinho ! Apenas aos convidados que moram em cidades muito distantes, os convites podem ser enviados através dos Correios. Os noivos, entretanto, devem incluir uma nota, de próprio punho, desculpando-se por não ser possível entregá-los em mãos e reforçando a importância da presença deles no evento.

O convite mais elegante é aquele escrito em papel branco e formato grande, lembrando que, quanto maior o tamanho do convite, mais formalidade ele indica.

A função de um convite é simplesmente convidar. Portanto, citações bíblicas, textos inusitados e outras “originalidades” passam a quilômetros dos padrões de elegância.

Quem convida ? Os pais dos noivos. Caso um deles seja falecido, deve-se tomar cuidado com o “in memoriam”, pois mortos não convidam. O correto seria omitir o nome ou quebrar o protocolo com classe, convidando em seus próprios nomes. Por exemplo: Renata Oliveira e Paulo Martins, filhos de ... e ..., convidam para a cerimônia ...

Pais separados convidam juntos. Madrastas e padrastos jamais convidam. Se os noivos forem viúvos ou divorciados, eles mesmos convidam. Se a noiva for solteira e o noivo viúvo ou divorciado, os pais da noiva convidam.

Quem nunca foi agraciado com um “vale-empada” ? O cume da falta de traquejo social é juntar ao convite, um cartãozinho, que dá direito ao convidado de participar de uma festa pra lá de seletiva. Vale ressaltar que, mais elegante que um jantar finíssimo para poucos, é a generosidade de uma recepção mais simples, porém, extensiva a todos aqueles que foram celebrar com os noivos uma data tão especial.

Lista de presentes é a famosa “mão-na-roda”. Facilita a vida dos noivos, que não acumulam cinco ferros de passar, e a dos convidados, que desviam-se do risco de errar na escolha do presente. O que não pega bem mesmo, é colocar o inoportuno cartãozinho da loja, preso com um clips no convite, manchando o estilo chique do evento e fazendo merchandising gratuita. Espera-se que o convidado pergunte sobre a lista, uma vez que esta prática tem se tornado um hábito, em todas as classes sociais.

Embora seja prática a lista, não pode ser considerado deselegante o convidado que decide-se por não comprar um presente dela. Cada um deve arcar com aquilo que suas possibilidades financeiras permitem. Há quem dê uma olhada na lista e compre um item similar, em outro local e por um preço muito mais acessível. Agrada aos noivos da mesma maneira e ainda economiza.

O branco é a cor da vestimenta da noiva. É vetado a padrinhos e convidados o uso desta cor ou de ramificações dela, como o pérola, o creme, o cru, o gelo etc. Conheço vários convidados que se defendem afirmando: “Quem vai reparar em mim ? Só há olhares para a noiva.” Pois saibam os desavisados que, por mais que você tente se enfiar embaixo da mesa ou se cobrir com a toalha, você será filmado e acusado de plágio pelo resto dos seus dias.

Desculpem-me pela franqueza, mas, se a noiva exige que as todas madrinhas vistam-se de azul-turquesa do seu lado e amarelo-ovo, ou seja a cor que for, do lado do seu futuro marido, o mínimo que se espera é que ela se responsabilize pelas despesas relacionadas aos trajes. Entre dar uma sugestão e fazer uma exigência, há um abismo. E uma imposição como esta gera constrangimento aos padrinhos e denota indelicadeza por parte da “dona” da festa.

E por falar em indelicadeza, o pessoal da filmagem é PHD nisso. Eles se intitulam os donos da festa: “Ande mais devagar”, “fale mais alto agora”, “sorria”, “puxe o véu para cima”, “seu padre, repete a cena da benção, por favor”. Alguém merece ? Contrate uma empresa decente e deixe-se agir com naturalidade.

Os trajes das mães e madrinhas devem acompanhar o comprimento do vestido da noiva, evitando-se fendas ousadas e decotes profundos. Chapéus e arranjos florais na cabeça são adequados para cerimônias realizadas antes das 17h00.

Para o noivo, o traje deve ser escuro. Preto, azul-marinho e cinza caem perfeitamente para a ocasião.Em casamentos mais formais, opta-se pelo fraque ou meio-fraque. Os padrinhos acompanham o noivo neste caso. Cravo branco na lapela do noivo e vermelho na dos padrinhos.

Atenção, noivo, cuja estatura não atinge 1,70 m ! Sepulte aqui mesmo a idéia do fraque, a não ser que queira fazer propaganda de cerveja para os seus amigos, até o fim dos tempos.

Os noivos agradecem os presentes durante a recepção, mas, caso não seja possível, é requintado mandar imprimir um cartão pequeno, com o novo endereço do casal, e nele escrever, de próprio punho, seu agradecimento, enviando-o pelos Correios.

Se os noivos são bem informados ou bem acessorados, já contam com 99% de chances de tornarem o casamento um grande sucesso. Afinal de contas, a data merece !

 

25.08.08

Secretárias: um relacionamento delicado

Artigo publicado no JJ de 24.08.2008:

Uma secretária ideal pressupõe eficiência, desenvoltura para contornar e resolver problemas, lealdade canina ao chefe e discrição, acima de tudo. No mercado de hoje, elas não se contentam em ficar à sombra dos chefes, mas galgam posições na empresa, em busca de funções complementares, que as levem ao aperfeiçoamento e a um desenvolvimento profissional mais complexo.

Em termos de confiança, se a secretária atende a mais de um membro da empresa, a atenção deve ser redobrada. É importante deixar claras as tarefas profissionais e as pessoais.

Se o tema é dinheiro ou contas, é aceitável compartilhar com a assistente informações pessoais, desde que sejam transparentes e compatíveis com seu cargo.

Tão comuns quanto polêmicas são as tarefas pessoais que se exige que as secretárias cumpram. Nesta hora, discernimento é tudo. Pedir que a moça compre um livro pela internet para seu uso particular é uma coisa. Exigir que ela saia às 15h00 para procurar uma meia-calça fio 40 para sua esposa, é sem-noção. Tirá-la do escritório para socorrer um capricho, ou mesmo uma necessidade do chefe, é abuso de poder.

Estar a par dos assuntos da empresa é fundamental para as secretárias, assim como para todos os outros colaboradores. Porém, não há motivo algum para que esta sua camarada tão próxima, ouça fofocas ou explosões de irritação contra o infeliz que te peitou na reunião.

Mentira. Nesta categoria, este pecado é, lamentavelmente, muito comum. Perigosa, mas ao mesmo tempo necessária, ela acaba se tornando corriqueira. É uma espécie de acordo tácito entre chefe e secretária. Ela sabe exatamente como, quando e para quem mentir, apenas decifrando um olhar do Todo-Poderoso. Entretanto, obrigar a secretária a improvisar uma desculpa a cada telefonema recebido, é deselegante, contraproducente e pode se tornar um desastre, pela falta de credibilidade que é atribuída ao lado mais fraco da corda, para todo o sempre, amém.

Como presenteá-la ? Por trabalhar diretamente com o chefe, a secretária não é igual aos outros funcionários da empresa e merece uma atenção especial, que pode ser manifestada por meio de gestos simples, como um presente de aniversário, data esta que não pode ser esquecida, em hipótese alguma, assim como o Dia da Secretária.

Flores são bem-vindas, mas há tantas outras alternativas mais originais, marcantes e práticas atualmente, que nos fazem desviar do “arroz-com-feijão”. Pequenas jóias ou bijuterias finas, um porta-retratos refinado, livros sobre assuntos que a interessam (evite os de auto-ajuda, que podem parecer uma indireta), carteira, cinto, bolsa ou até uma cesta com delícias gastronômicas. Seja o que for, vale lembrar que o presente tem que vir na data correta. Não há nada mais frustrante que a caquética frase: “Não tive tempo de comprar seu presente, mas depois ele vem, ta ?”

Finalmente, por mais inteligente, atraente e dotada de um irresistível senso de humor que ela seja, delete a idéia de cantá-la. O elogio pode até ser inofensivo, mas, quando existe qualquer vínculo de trabalho ou relação de poder entre as partes, corre-se o risco da má-interpretação. Quem nunca ouviu falar em assédio sexual ?

21.08.08

Festa de Debutante - tirando a dúvida da Mônica

Pega mal à bessa pedir convite para os seus pais. Bombardeie esta idéia ! Em contrapartida, se a aniversariante não vai colaborar financeiramente com roupas, sapatos e make up, ela não pode dar pitaco nas escolhas das damas de honra. Cada uma faz o que pode, ou melhor, o que os pais permitem.